Ladário

“Falta de água contribui para proliferação da dengue em Ladário”, afirma Coleone

Secretário de Saúde de Ladário, Cleber Coleone, realiza vistorias em reservatórios

 

Secretário de Saúde de Ladário, Cleber Coleone, realiza vistorias em reservatórios

Na última sexta-feira, 11 de janeiro, o secretário de Saúde do município de Ladário, Cleber Coleone, acompanhado pela equipe de reportagem do site e jornal Pérola News, visitou vários pontos da cidade, onde já foram encontradas larvas do mosquito da dengue, inclusive em residências de pessoas que tiveram a doença e que hoje estão recebendo visitas do Núcleo de Zoonose para verificar a situação dos reservatórios de água e o estado do imóvel.

Conforme Coleone, atualmente o município de Ladário tem 87% dos focos de larvas do mosquito da dengue encontradas dentro de reservatórios instalados no solo. O secretário alega que esse tipo de cultura esta trazendo graves problemas de saúde, “a instalação de reservatórias no solo se deu pela constante falta de água na cidade, sendo assim, parte dos moradores começaram a fazer este tipo de procedimento para ter água em suas residências, porém ao deixarem os reservatórios destampados o mosquito da dengue deposita seus ovos na parte úmida próxima à lâmina de água. O ovo pode ficar até um ano no seco e permanecem viáveis capazes de originar mosquitos adultos quando encontram as condições propícias para eclodir, período que varia de acordo com a temperatura, levando cerca de 8 a 10 dias no verão”.

Vale destacar que os serviços de saneamento básico de Ladário são prestados pelo Governo do Estado, através da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), por meio de uma concessão municipal que venceu em julho de 2012. A renovação da concessão à Sanesul depende de solicitação do Executivo e da autorização da Câmara de Vereadores de Ladário.

Moradores afirmam que a instalação de reservatórios no solo é devido a falta de água
Em vistoria nas residências, secretário e agente de saúde vereficam reservatórios

Projeto

Cleber Coleone ressaltou que já existe um estudo para conter a proliferação do mosquito naquelas residências identificadas com potencial de risco. O projeto de combate visa distribuir o peixe do tipo “betta”, conhecido popularmente por “barrigudinho”. O secretário disse que esse peixe é eficaz para o combate da proliferação do mosquito, “o peixinho chega a medir no máximo seis centímetros e se alimenta das larvas do mosquito da dengue. Ele é um predador voraz da larva, pois sozinho em uma caixa de água infestada pela doença, o peixe chega a comer 500 larvas do mosquito por dia”, explicou.

Nos municípios do Ceará, a experiência tem trazido bons resultados no combate à dengue. Nos reservatórios onde foram introduzidos os peixes, houve uma redução da infestação em 320 vezes. A diminuição da contaminação nas caixas de água foi de 46 vezes e nos potes, em 16 vezes.

Além do projeto do peixe betta, Coleone afirmou que a Saúde de Ladário realiza acompanhamento minucioso para controlar a doença, “realizamos durante todo o ano, ininterruptamente, várias ações de combate à dengue. Elas se baseiam em prevenção e controle da doença, comunicação e mobilização da população”, concluiu.

 

Por: Da Redação