Ladário

Projeto Ladário Revelada atende as expectativas após percorrer todas as escolas de Ladário

Projeto atendeu todas as escolas da rede municipal de ensino

 

De maneira mais sutil, projeto interagiu com o público infantil também

Iniciado no mês de abril, pelo município de Ladário através da Fundação de Cultura, em parceria com a Secretaria de Educação, o Projeto “Ladário Revelada” foi finalizado em maio e alcançou êxito. O projeto percorreu todas as escolas da rede de ensino municipal, estadual e particular do município. Cerca de dois mil alunos assistiram às palestras que levaram informações sobre Patrimônio Cultural.

Ladário Revelada teve como objetivo conscientizar a população quanto à importância da preservação dos bens culturais do município, buscando o entendimento sobre o sentido de patrimônio como herança e legado, isto é, a importância de manter no presente o que também já foi importante no passado. Afinal, os 235 anos da história de Ladário é de fundamental importância e relevância para a história do Brasil.

Alunos da rede estadual de ensino também foram alcançados

Entende-se por Patrimônio Cultural o conjunto de bens materiais, imateriais e naturais que, pelo seu valor próprio, devem ser considerados de interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo. Dessa forma, pretendeu-se desenvolver o sentimento de valorização dos bens culturais e a reflexão sobre as dificuldades de sua preservação. No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (IPHAN) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) são os órgãos responsáveis pela preservação dos patrimônios culturais da nação.

As imagens de uma Ladário ainda em construção chamaram a atenção dos alunos. Lugares que hoje, abrigam estruturas vistosas e de características modernas foram vistos em seus primeiros anos de estruturação, bem como a primeira caixa d’água do bairro Santo Antônio.

Atentos, os estudantes conheceram um pouco sobre a história da Avenida 14 de março, da sua antiga pista para pousos e decolagens de aviões monomotores do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil e da praça em homenagem ao Senhor Maximiano José dos Santos (ícone do militarismo pantaneiro).

Uma viagem ao passado mostrou que Ladário, já teve terminal de ônibus, relógio central e cinema. As fotos antigas, muitas ainda em preto e branco, destinaram-se a falar por si próprias. O Navio Fernandes Vieira, que atracou no Porto de Ladário em 1945, revelara que a cidade foi palco para a Guerra do Paraguai.

Projeto atendeu todas as escolas da rede municipal de ensino

Nesse “passeio turístico”, um local bem conhecido para alguns moradores do município foi revelado como o “Casarão”, edificado em 1911, onde nasceu o poeta ladarense João Lisboa de Macêdo, autor do livro Sopa Paraguaia. Em sua obra, ele narra (por meio de histórias, poemas, contos e crônicas) a história de uma Ladário antiga. O projeto mostra também uma das primeiras fotos da imagem de Nossa Senhora dos Remédios, que chegou ao município em 07 de janeiro de 1893.

O público infanto-juvenil se mostrou bem receptivo à proposta de compreender o que é Patrimônio Cultural e se propôs a valorizar mais o que têm na cidade. Uma retomada do passado mostrou aos alunos, que Ladário, é uma cidade muito importante e que possui uma infinidade de acontecimentos que antes eram invisíveis aos seus olhos.

As expectativas foram atendidas, segundo a palestrante do projeto Ladário Revelada, Daiane Lima, “as nossas expectativas foram atingidas no que se refere ao público-alvo. Todas as escolas receberam prontamente ao projeto. A acolhida foi essencial. Sentimos que os alunos já trazem uma história de Ladário a partir de sua visão de mundo, e isso foi de fundamental importância para nós. Dessa forma, trabalhamos com o que eles já tinham de conhecimento, trocando experiências e informações” explicou.

Ainda conforme ela, Ladário conta com um patrimônio cultural que merece ser preservado para as gerações futuras. “A memória vem ao encontro disso. Memória é trazer à vida o que estava ou se fazia esquecido. Portanto, memória não é passado, e se faz presente. Da mesma forma que a história é contemporânea – no sentido de ser escrita no calor dos acontecimentos, no tempo presente” diz.

Um novo projeto está por vir, anunciou a diretora-presidente de Cultura desta cidade, Wanessa Rodrigues. “Sabemos perfeitamente que Ladário, uma cidade com 235 anos tem muita história para contar, no entanto, as fontes escritas são escassas, mas por outro lado, temos uma fonte oral riquíssima. Nesse sentido, daremos início ao nosso próximo projeto, o de contar a história de Ladário através de seus moradores”, revelou Wanessa.

Ao todo, onze escolas – sendo duas particulares, duas estaduais e sete municipais – foram atendidas. De acordo com a avaliação feita pela equipe da Fundação de Cultura que ficou responsável pela realização do projeto, as palestras foram bem-sucedidas. Nem mesmo o mau tempo, falta de energia, chuva, calor, nada impediu a conclusão do projeto. “Agora, é esperar pelas novidades que estão por vir. Até lá, a Fundação Municipal de Cultura prepara a bagagem para a próxima viagem ao tempo”, finalizou Wanessa.

 

Por: Da Redação