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Prefeitura de Ladário alugará contêineres para funcionamento de Secretarias e Órgãos municipais

A Prefeitura de Ladário alugará contêineres para abrigar, provisoriamente, órgãos da administração municipal. Licitação nesse sentido teve como vencedora a Pro Estruturas Ltda. (CNPJ 27.709.207-0001/96), que receberá pouco mais de R$ 1,1 milhão para oferecer os espaços pelo período de um ano.

Extratos de aviso do resultado da licitação e da homologação desta constam da edição de sexta-feira (20) do Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul). A Pro Estruturas venceu o Pregão Eletrônico 44/2025 para fornecer módulos habitacionais do tipo contêiner. O pacote inclui mobilização, montagem, assistência técnica e futura desmobilização.

Ao todo, a locação de contêineres envolve 14 módulos. Eles incluem estruturas para banheiros, janelas, espaços para tomadas e fiação elétrica, piso e um galpão modular de 600 metros de vão livre. Este servirá de cobertura para a sede administrativa provisória.

A intenção é atender às necessidades da Prefeitura de Ladário. O pregão eletrônico terminou em 13 de fevereiro, com realização pela plataforma Compras BR. A Pro Estruturas apresentou proposta de R$ 1.171.172,48, abaixo da previsão inicial — de R$ 1.519.389,60. O secretário municipal de Administração, Wagner Rosemberg Farias Ferreira da Silva, assinou o termo de homologação.

Contêineres reduzirão dispersão de órgãos municipais

Conforme o termo de referência, a decisão pelo aluguel dos contêineres segue fatores “que impactam diretamente a eficiência da Administração Pública Municipal”. Entre eles, está o fato de diversos órgãos municipais estarem dispersos em imóveis alugados em diferentes locais do Centro de Ladário.

“Essa fragmentação física, embora historicamente adotada como solução paliativa, consolidou-se como fator crítico que compromete: a cadeia de processos administrativos; a eficiência na execução das políticas públicas; a governança integrada; a comunicação institucional; e, sobretudo, a experiência do munícipe, que se vê obrigado a deslocar-se repetidamente entre prédios distantes para concluir um único atendimento”, destaca o termo.

Contêineres serão usados até a conclusão da reforma do prédio da Mitra Diocesana. (Reprodução)

Assim, secretarias, subsecretarias e fundações municipais foram citadas: Secretaria de Fomento ao Desenvolvimento Econômico, Fundação Municipal de Turismo, Fundação Municipal de Cultura, Secretaria Municipal de Assistência Social, Casa dos Conselhos, Secretaria Municipal Extraordinária de Habitação e o Setor de Tributos da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento seriam vítimas da descentralização.

Outro problema é que os imóveis locados teriam “condições físicas aquém dos requisitos mínimos estabelecidos pelas normas de segurança, ergonomia e saúde do trabalhador. As salas são frequentemente subdimensionadas, as instalações elétricas são antigas ou insuficientes, a ventilação e climatização são inadequadas e o mobiliário, em muitos casos, não atende aos padrões mínimos de ergonomia previstos na NR-17”. A Norma Regulamentadora em questão trata de temas que vão do transporte e descarga de materiais à própria organização do trabalho.

Prefeitura cita gastos com aluguéis e contratos

Além disso, a Prefeitura de Ladário argumenta que a manutenção da estrutura descentralizada traz problemas. Entre eles, estão situação com aluguéis, multiplicidade de contratos de internet, deslocamento permanente entre prédios, gastos com combustíveis e manutenção da frota, retrabalho administrativo e “dificuldades de padronização e fiscalização dos serviços”.

“Do ponto de vista econômico e gerencial, a atual configuração operacional é insustentável”, sentencia o documento. Assim, optou-se pela solução de módulos habitacionais temporários. Isso porque o prédio da Mitra Diocesana, adquirido pela Prefeitura de Ladário em 2012 e atualmente em reforma, será a sede futura de setores administrativos. Ao mesmo tempo, por se tratar de necessidade transitória, não há motivo para a aquisição de contêineres de forma permanente.

Dessa forma, com os contêineres e a posterior centralização da gestão, espera-se economia com contratos de aluguel, otimização de infraestrutura, padronização do ambiente de trabalho, reorganização do fluxo de atendimento aos cidadãos, integração entre pastas, maior produtividade e redução nos custos de operação.

*Informações Midiamax / Foto Capa: Reprodução

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