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Cunhado e enfermeiro são indiciados por aborto de jovem morta em MS

 

O delegado Fabiano Nagata concluiu nesta quarta-feira (3), em Campo Grande, o inquérito policial que investiga o desaparecimento e a morte da Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos. Foram indiciados por prática de aborto e ocultação de cadáver o cunhado da jovem, Hugleice da Silva, e o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes.

Segundo Nagata, o inquérito policial tem 380 páginas. Ele revela que foi feita uma nova perícia na casa do enfermeiro em Sidrolândia em busca de novos indícios dos crimes, e que se os laudos revelarem alguma informação nova serão incorporados ao inquérito.

Histórico

O corpo de Marielly foi descoberto em um canavial no dia 11 de junho. Antes disso, a família já havia iniciado campanha em busca da jovem, que havia desaparecido no dia 21 de maio. Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a estudante morreu em decorrência de aborto malsucedido.

O cunhado de Marielly e o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, 40 anos, foram presos, suspeitos de envolvimento na morte da jovem. Inicialmente, Hugleice da Silva negou que tivesse qualquer relação com o caso, mas confessou que teve um relacionamento com a garota e que a levou para abortar em Sidrolândia.

Silva disse que pegou o telefone do enfermeiro com um caminhoneiro e marcou encontro na casa dele, em Sidrolândia. O cunhado de Marielly disse à polícia que Gomes contou que o procedimento deu errado e a jovem morreu. Os dois teriam levado o corpo para o canavial. Silva nega que seja o pai da criança que a cunhada esperava.

Mesmo com as confissões de Silva, o enfermeiro nega participação no crime. O advogado Davi Moura de Olindo, advogado de Jodimar Gomes, declara que as provas contra o cliente são frágeis e que as investigações precisam tomar outro rumo para apontar a verdadeira causa da morte de Marielly. Silva permanece preso em Campo Grande e Jodimar Gomes, em Sidrolândia. (G1-MS)

 

Por: Da Redação