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Com monitoramento das bacias do Paraguai e Paraná, Imasul divulga situação dos rios de MS

 

O monitoramento dos níveis dos rios de Mato Grosso do Sul realizado pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) permite acompanhar o comportamento das águas em diferentes regiões do Estado e identificar possíveis situações de atenção. Os dados do Boletim Diário nº 3021, da Sala de Situação, divulgado nesta quarta-feira (14), mostram elevação em alguns pontos, redução em outros e estações com níveis abaixo das cotas de alerta.

A rede de monitoramento conta com 14 estações telemétricas distribuídas nas bacias dos rios Paraguai e Paraná. As informações são obtidas por meio do Sistema Hidro, mantido pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), e os níveis apresentados no boletim têm como referência as medições realizadas às 7h, considerando o período de 24 horas anteriores.

Rio Paraguai

Na região do Pantanal, o Rio Paraguai apresentou comportamento distinto entre as estações monitoradas. Em Ladário, o nível chegou a 127 centímetros, após registrar 125 centímetros nos dois dias anteriores. A medição permanece abaixo da cota de alerta de 450 centímetros e da cota de emergência de 460 centímetros.

Em Porto Esperança, o nível subiu de 60 centímetros no dia 12 para 62 centímetros no dia 13 e alcançou 65 centímetros nesta quarta-feira (14). A estação tem cota de alerta de 500 centímetros e de emergência de 560 centímetros.

Já em Porto Murtinho, onde os dados são obtidos por meio da página da Marinha do Brasil, o nível chegou a 283 centímetros, depois de registrar 282 centímetros nos dois dias anteriores. Nesse ponto, a cota de alerta é de 640 centímetros, enquanto a de emergência é de 700 centímetros.

Os dados indicam elevação nas três estações do Rio Paraguai, mas os níveis registrados permanecem abaixo das respectivas cotas de alerta. O acompanhamento contínuo permite observar a evolução do rio e suas variações ao longo do tempo.

Rio Miranda

Um dos principais pontos de atenção do boletim está na estação de Miranda, no Rio Miranda. O nível chegou a 676 centímetros nesta quarta-feira (14), após registrar 595 centímetros no dia 12 e 649 centímetros no dia 13. A cota de alerta do local é de 600 centímetros, e a de emergência, de 700 centímetros.

Com isso, a medição ultrapassou a cota de alerta e ficou 24 centímetros abaixo da cota de emergência. A evolução observada nos três dias reforça a importância de acompanhar as próximas medições para verificar a continuidade da elevação.

No Rio Aquidauana, no distrito de Palmeiras, o cenário foi diferente. O nível caiu de 328 centímetros no dia 12, para 284 centímetros no dia 13, e 277 centímetros no dia 14. A estação possui cota de alerta de 450 centímetros e de emergência de 650 centímetros.

Rios Piquiri, Taquari, Pardo e Dourados

No Rio Piquiri, a estação de São José do Piquiri registrou elevação gradual, passando de 185 centímetros no dia 12, para 187 centímetros no dia 13 e 189 centímetros no dia 14. O nível está dentro da faixa histórica de outubro, cuja média é de 195 centímetros. A cota de alerta é de 520 centímetros e a de emergência, de 580 centímetros.

Na estação de Pousada Taquari, o nível chegou a 239 centímetros, após registrar 235 centímetros no dia 12 e 238 centímetros no dia 13. A média histórica de outubro é de 275 centímetros. O boletim também aponta que a média móvel do nível nessa estação está fora da faixa de normalidade histórica.

No Rio Taquari, em Coxim, o nível apresentou redução, passando de 411 centímetros no dia 12, para 400 centímetros no dia 13 e 390 centímetros no dia 14. A cota de alerta da estação é de 400 centímetros e a de emergência, de 500 centímetros. A medição mais recente ficou 10 centímetros abaixo da cota de alerta.

No Rio Pardo, a estação de Fazenda Buriti registrou elevação de 445 centímetros no dia 12, para 453 centímetros no dia 13 e 461 centímetros no dia 14. O nível permanece abaixo da cota de alerta, estabelecida em 530 centímetros, e da cota de emergência, de 630 centímetros.

Já no Rio Dourados, a estação de Dourados apontou elevação de 268 centímetros no dia 12, para 255 centímetros no dia 13 e 285 centímetros no dia 14. Apesar da recuperação no último registro, a medição permanece abaixo da cota de alerta de 310 centímetros e da cota de emergência de 400 centímetros.

Monitoramento 

No Rio Aporé, a estação de Cassilândia está em fase de desativação e não apresenta atualização do nível no boletim. As cotas de referência informadas para o local são de 150 centímetros para alerta e 200 centímetros para emergência.

O documento também apresenta dados de precipitação acumulada. Em São Francisco, no Rio Paraguai, foram registrados 1,6 milímetro de chuva em 24 horas, 37,2 milímetros em 96 horas e 60,4 milímetros em sete dias. Em Ladário, os acumulados foram de 9 milímetros em 24 horas, 34,4 milímetros em 96 horas e 80,2 milímetros em sete dias.

Em Palmeiras, no Rio Aquidauana, a chuva acumulada chegou a 21,6 milímetros em 24 horas, 34,6 milímetros em 96 horas e 71,6 milímetros em sete dias. Na estação de Miranda, foram registrados 0,4 milímetro em 24 horas, 9,2 milímetros em 96 horas e 9,8 milímetros em sete dias.

A previsão meteorológica apresentada no boletim indica possibilidade de chuvas e tempestades em Mato Grosso do Sul, acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo. Há possibilidade de acumulados superiores a 50 milímetros em 24 horas em algumas localidades, condição que reforça a importância de acompanhar as atualizações dos níveis dos rios.

O monitoramento realizado pela Sala de Situação do Imasul reúne informações que ajudam a acompanhar a dinâmica dos recursos hídricos e a identificar alterações nos níveis das águas. A comparação entre as medições diárias e as cotas de referência contribui para a avaliação das condições hidrológicas e para o acompanhamento de situações que exigem atenção.

*Informações Comunicação Imasul / Imagem: Álvaro Rezende (arquivo)