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Cade pede explicações ao JBS sobre denúncia de monopólio da carne

Moka, Delcídio e Francisco Maia com o secretário de Direito Econômico do MJ, Vinicius Carvalho

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) começou a notificar o grupo JBS-Friboi pedindo explicações sobre denúncia de concentração da atividade no setor de frigoríficos. A informação foi dada nesta quinta-feira (24) pelo secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinicius Carvalho, durante audiência com a bancada federal do Mato Grosso do Sul e representantes dos produtores.

O secretário informou que deverá se reunir nesta sexta-feira (25) com conselheiros do Cade para discutir a denúncia e apresentar documentos entregues pelos parlamentares e representantes do setor produtivo. Também está prevista reunião no dia 13 de junho entre os órgãos de defesa da concorrência e representantes da empresa.

De acordo com a denúncia, o JBS domina hoje 50% do setor frigorífico em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia, atingindo 90% no Acre. “A empresa chega a comprar ou arrendar frigoríficos menores apenas para fechá-los, caracterizando grave ameaça à livre concorrência, com prejuízos sociais e econômicos de grande monta”, afirma Gil Reis, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Boi.

A concentração no setor, segundo os produtores, tem provocado a migração de empresários para outros segmentos do campo, como o da produção da cana de açúcar. “Em Mato Grosso do Sul e em outros estados da região é nítido esse processo migratório empresarial, devido aos prejuízos que se verificam no setor da criação de gado de corte”, exemplificou Francisco Maia, presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul).

Outra denúncia levada ao Ministério da Justiça é que o JBS estaria ampliando sua atuação para a área de criação de gado em confinamento. Parlamentares e empresários criticam uso de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiar a compra de frigoríficos pelo grupo. “Seria bom que o BNDES também financiasse os pequenos frigoríficos, melhorando a concorrência no setor e garantindo empregos”, defendeu o senador Waldemir Moka (PMDB).

Além de Moka e Francisco Maia, participaram da reunião o senador Delcídio Amaral (PT), os deputados federais peemedebistas Giroto, Geraldo Resende e Fábio Trad, e do deputado Homero Pereira (PSD-MT), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura; o presidente da Associação dos Criadores do Mato Grosso, Jorge Pires; o presidente da Associação dos Produtores Rurais do Mato Grosso, Paulo Resende, e o presidente da União Democrática Ruralista, Luiz Antônio Nabhan Garcia.

 

Por: Da Redação

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