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Agosto reserva eclipse lunar, chuva de meteoros Perseidas e alinhamento planetário em MS

Observar o céu durante o mês de agosto promete encher os olhos dos entusiastas da astronomia. O calendário astronômico reserva uma série de espetáculos celestes, muitos deles visíveis a olho nu em Mato Grosso do Sul. Entre os destaques, estão o alinhamento de seis planetas, a chuva de meteoros Perseidas, a Superlua do Esturjão e um eclipse lunar parcial.

Entre os dias 11 e 12 de agosto, um dos eventos mais aguardados será o alinhamento de seis planetas: Júpiter, Mercúrio, Marte, Urano, Saturno e Netuno. A recomendação é iniciar a observação cerca de uma hora antes do nascer do sol, conforme o aplicativo Star Walk.

Algumas regiões terão melhores condições de observação à medida que os planetas ganham altura no céu. Marte e Saturno serão mais fáceis de visualizar nas latitudes do Hemisfério Sul. Embora o alinhamento seja relativamente espaçado, os planetas ainda estarão próximos o suficiente para parecerem alinhados a olho nu ou com o auxílio de binóculos.

Alinhamento planetário

De acordo com a plataforma, os observadores devem direcionar o olhar para o horizonte nordeste no Hemisfério Sul. O ideal é utilizar aplicativos de astronomia para localizar os planetas conforme a posição exata do observador e conferir o melhor horário para a observação.

Mercúrio e Júpiter serão os mais difíceis de visualizar, pois estarão baixos no horizonte durante o crepúsculo. Para observar Urano, recomenda-se o uso de binóculos, enquanto Netuno só poderá ser visto com telescópio.

Apesar de não integrar o alinhamento, Vênus continuará visível até setembro, brilhando intensamente no horizonte oeste, logo após o pôr do sol, como o astro mais brilhante da noite. O planeta poderá ser visto facilmente a olho nu.

Chuva de meteoros Perseidas

As Perseidas, uma das chuvas de meteoros mais aguardadas do ano, atingem o pico entre a noite de 12 e a madrugada de 13 de agosto. O fenômeno ocorre porque a Terra atravessa os detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle, que passou próximo ao planeta pela última vez em 1992.

Segundo o Observatório Nacional, os astrônomos Lewis Swift e Horace Tuttle descobriram, de forma independente, o cometa em 1862. Durante sua última passagem, em 1992, ele apresentou brilho muito fraco e não pôde ser observado a olho nu. A próxima aproximação da Terra está prevista para 2126, quando poderá ser visível sem equipamentos.

O radiante — ponto de onde os meteoros parecem surgir — está localizado na constelação de Perseu. Apesar disso, a constelação não é a origem dos meteoros, apenas a direção aparente de onde eles irradiam.

Superlua do Esturjão

Entre os dias 26 e 28 de agosto, a Superlua do Esturjão poderá ser observada maior e mais brilhante, já que estará no perigeu — ponto da órbita em que fica mais próxima da Terra, segundo o Observatório Nacional.

O instante exato da Lua Cheia varia conforme o fuso horário. Em Mato Grosso do Sul, a recomendação é iniciar a observação entre 20 e 30 minutos após o pôr do sol.

Para aproveitar melhor o espetáculo, o ideal é procurar um local afastado da iluminação urbana. Próxima ao horizonte, a Lua tende a parecer ainda maior e pode apresentar diferentes tonalidades devido às partículas suspensas na atmosfera.

O nome Lua do Esturjão tem origem nas tradições dos povos indígenas da região dos Grandes Lagos, na América do Norte. Em agosto, a pesca do esturjão era mais abundante, o que deu origem à denominação.

*Informações Midiamax / Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax

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