Jogando pela primeira vez em casa, depois de quatro jogos fora, onde perdeu uma e empatou três, o Corumbaense teve um péssimo primeiro tempo diante do Sete de Setembro, saindo perdendo por 1 a 0, mas se recuperou no finalzinho da etapa e empatou. No segundo tempo, foi sufocado pelo adversário, mas conseguiu na raça e contando com a sorte uma excepcional vitória, por 2 a 1.
O time decepcionou o torcedor – que lotou o Estádio Arthur Marinho, nesta tarde quente de sábado – no primeiro tempo. A ansiedade e o nervoso desestruturaram emocionalmente os jogadores, diante da expectativa de jogar pela primeira vez em casa. Sabendo que o corumbaense é fanático e exigente, os jogadores não tiveram o equilíbrio suficiente para jogar o futebol que vinham apresentando.
Falhando na defesa, onde Betão e Sullivan não se entendiam, e perdendo o meio de campo, o Corumbaense buscou no primeiro tempo a bola alta para chegar ao gol adversário. O Sete de Setembro, com um time ofensivo e jogadas rápidas, teve chances de abrir o placar, o que ocorreu aos 18 minutos. O meia corumbaense Juninho cruzou da direita e Bruno marcou contra.
A virada
Ainda no primeiro tempo, o empate veio aos 45 minutos numa jogada individual de Elivelton, um dos melhores jogadores em campo. O gol traduziu o melhor posicionamento do time em campo, já tocando mais a bola e criando jogadas. Mas a defesa continuou não se entendendo, abrindo um vazio com o meio de campo. Ainda assim, perdeu grande chance de virar o jogo ainda nesta etapa.
Na segunda etapa, foi um sufoco, , contudo o alvinegro iniciou bem, perdendo uma chance de virar o placar logo nos primeiros minutos. O Sete, no entanto, equilibrou a partida, sempre perigoso no ataque. Enquanto o Carijó marcava e distribuía mal a bola. Elivelton chutou uma bola na trave e finalmente, aos 27 minutos, fez o segundo, aproveitando rebote no chute de Junior Tevez, que bateu no travessão.
A comemoração do gol, levando a torcida ao delírio, acabou desfalcando o time. Tevez, na tentativa de subir no alambrado, torceu o joelho e acabou sendo levado para o hospital. O treinador Jonas Siqueira já havia feito as duas substituições e o time ficou com dez em campo. Alguns jogadores, como Elivelton e André, estavam sem condições físicas, enquanto o Sete era todo no ataque.
O herói
Já nos descontos, o árbitro Ernani Tomaz da Silva pune o sagueiro Sullivan com o segundo cartão amarelo, numa falta que não merecia a advertência, e o zagueiro acabou expulso. Os três minutos finais foram dramáticos para o Carijó. As defesas do goleiro Alex e a má pontaria dos jogadores do time douradense garantiram a vitória. “Não tivemos qualidade de fazer o gol”, lamentou o técnico José Macena.
Elivelton, com os dois gols e a raça em campo, mesmo sentindo câimbra, foi festejado como o herói do jogo pelos torcedores do alambrado. O prata da casa, Chiquinho, veterano que melhorou o posicionamento do meio campo na etapa final, pediu desculpas a torcida pelo mau primeiro tempo. Agora, dsfalcado, o técnico Jonas Siqueira tem que arrumar o time para quarta-feira, contra o Águia Negra. (Capital do Pantanal – Escrito por Sílvio Andrade)
Por: Da Redação