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PMs grevistas deixam Assembleia em Salvador

Os policiais grevistas que ocupavam a Assembleia Legislativa da Bahia desde o dia 31 de janeiro deixaram o prédio no início desta manhã, por volta das 6h. Dois líderes do movimento que tiveram a prisão decretada pela Justiça, Marco Prisco e Antônio Paulo Angelini, foram presos e pediram para sair pelos fundos do prédio. O pedido foi aceito pela Polícia do Exército e pela Polícia Federal, que fizeram a prisão, e os dois foram levados de helicóptero para uma unidade da Polícia do Exército em Salvador.

Saíram do prédio 245 policiais grevistas e não havia crianças entre os manifestantes, de acordo com o tenente-coronel Márcio Cunha, responsável pela comunicação da operação. Todos passaram por uma vistoria do Exército antes de deixar o local. Após a saída, o Exército iniciou uma varredura. Ainda restam oito mandados de prisão a ser cumpridos. Ao sair do prédio, os policiais que não tinham prisão decretada foram embora em seus próprios carros.

Rendição

A informação de que Prisco ia se entregar hoje foi confirmada, por volta das 2h, por seu advogado Rogério Andrade. Com isso, durante toda a madrugada, a movimentação foi intensa no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Há uma semana, a Justiça decretou a prisão de Prisco e outros 11 grevistas.

Segundo Andrade, Prisco decidiu se entregar para facilitar negociações, por isso nem todos encaram essa rendição como sendo o fim da greve. “Ele está fazendo o que qualquer homem sensato faria para garantir a segurança das pessoas e também para alcançar os objetivos da greve.

Já que o governo do Estado colocou a sua prisão como condição para retomar as negociações”, assinalou o advogado. Prisco se entrega horas depois de o Jornal Nacional, da Rede Globo, revelar áudio com conversa que o compromete.

O porta-voz do comando de operações, tenente-coronel Márcio Cunha, informou que toda uma logística seria montada para facilitar a saída dos amotinados. Cerca de 1.400 soldados da Polícia do Exército participaram da ação no CAB.

Mortes

Desde o início da greve da PM, há 10 dias, o número de homicídios em Salvador e região metropolitana chegou a 137, segundo informação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP).

Na tarde de quarta-feira (8), um grupo de manifestantes tentou entrar no CAB e foi contido pelo Exército, o que causou princípio de confusão. A tropa usou gás de pimenta para tentar conter os manifestantes, que estavam sendo incentivados pelo grupo que já estava dentro do Centro Administrativo. No início da noite da ontem (8), o secretário da Casa Civil, Rui Costa, afirmou em entrevista a uma rádio que a prisão de Marcos Prisco era uma questão de horas. (IG)

 

Por: Da Redação

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