Brasil

Irredutível: Trump avisa que tarifaço é realidade e passa a valer 1º de agosto

 

A imprensa brasileira informou que o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, já havia antecipado que não pensa em adiamento sobre o tarifaço, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos parceiros comerciais a partir de 1º de agosto.

“Não haverá prorrogação nem mais períodos de carência. Em 1º de agosto as tarifas serão fixadas. Entrarão em vigor. As alfândegas começarão a arrecadar o dinheiro”, disse a autoridade dos EUA.

Pelo desejo de Trump, a imposição ao Brasil é de 50% sobre todos os produtos exportados para os EUA. Em abril, o país já havia tido seus produtos taxados em 10% pelo governo norte-americano.

Desde o anúncio das tarifas, o governo brasileiro, segundo o presidente Lula, tem tentado negociações com a Casa Branca, no entanto, a comunicação está centralizada no presidente americano, o que dificulta o diálogo entre os países.

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, tem se reunido com setores produtivos para entender os pleitos de cada indústria e estruturar formas de reverter o tarifaço. Uma das possíveis alternativas do Brasil era o adiamento do início das tarifas.

Apesar disso, o governo tem se preparado para todos os cenários. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segundo recentes declarações, última delas na quinta-feira (24) que, além de apostar na mesa de negociações para resolver o impasse, a área técnica envolvida nas tratativas, que envolve a Fazenda, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ministério das Relações Exteriores, preparou uma série de medidas que podem ser acionadas pelo presidente Lula caso a imposição de Trump se concretize.

Países que já conseguiram negociação com os EUA

  • Japão: A alíquota ficou em 15% e o país se comprometeu a realizar investimentos nos EUA.
  • Filipinas: O acordo previu alíquotas em 19% para os produtos filipinos, enquanto os EUA não pagarão tarifas no país.
  • Indonésia: As alíquotas no país também ficaram em 19% e 99% dos produtos americanos receberão isenção.
  • Vietnã: O acordo fechou as alíquotas em 20%.
  • Reino Unido: Fechou negociações em alíquotas de 10% e redução de tarifas para o setor automotivo.

*Informações Midiamax / Foto: Divulgação, Casa Branca