
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, realizou nesta terça-feira uma grande apreensão de drogas no bairro Nova Corumbá, em Corumbá. A ação resultou na retirada de uma grande quantidade de entorpecentes de circulação e na prisão de três suspeitos.
Durante a operação, dois homens e uma mulher foram presos em flagrante por tráfico de drogas. No local, os policiais apreenderam aproximadamente 210 quilos de skunk, além de uma quantidade significativa da substância conhecida como “ice”, um derivado da maconha com valor de mercado mais elevado. Também foram encontradas diversas cápsulas contendo cocaína, que possivelmente seriam destinadas a “mulas” utilizadas no transporte da droga em rotas de tráfico interestadual.
A diligência teve início após o recebimento de uma denúncia indicando a ocorrência de tráfico de drogas na região do bairro Nova Corumbá. A partir dessas informações, equipes da Polícia Civil passaram a realizar trabalho de inteligência e monitoramento do imóvel suspeito. Durante a vigilância, os investigadores observaram intensa movimentação de veículos entrando e saindo do local em circunstâncias consideradas suspeitas.
Com base nos elementos obtidos durante a investigação, os policiais realizaram a abordagem na residência. No primeiro contato, um dos indivíduos presentes demonstrou comportamento visivelmente nervoso, o que reforçou as suspeitas. Logo na parte inicial da casa, os agentes localizaram grande quantidade de skunk.

No decorrer das diligências, foram encontradas também as demais substâncias entorpecentes, incluindo o “ice” e as cápsulas de cocaína. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o imóvel funcionava como ponto de armazenamento e preparação de drogas para posterior distribuição.
De acordo com a estimativa das autoridades, a apreensão representa prejuízo aproximado de R$ 5 milhões às organizações criminosas envolvidas no tráfico interestadual de drogas, especialmente devido ao alto valor das substâncias apreendidas.
Ainda segundo a polícia, parte desse material ilícito poderia abastecer pontos de venda locais, conhecidos como “biqueiras” ou “bocas de fumo”. Esses locais alimentam a cadeia do tráfico urbano e estão frequentemente associados à prática de crimes patrimoniais, como furtos, roubos e receptação, muitas vezes cometidos por usuários em busca de sustentar o vício.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na atividade criminosa e eventuais conexões com organizações responsáveis pelo tráfico de drogas na região de fronteira.




