Ruim da memória…
Data: 01/09/2011
Antigamente, quando uma pessoa idosa começava apresentar falhas de memória e confusão mental, dizia-se que ela estava esclerosada. Nos dias de hoje, com o aprofundamento dos estudos de doenças da terceira idade, esta doença tem outro nome, Alzheimer.
A medida que a população vive mais, a Doença de Alzheimer parece ser se tornado um dos males do nosso tempo. Estima-se que no mundo mais de 35 milhões de pessoas sejam afetadas pela doença, no Brasil esse numero já chega perto de um milhão de pessoas.
A Doença atinge homens e mulheres acima dos 60 anos e leva a alterações progressivas da memória, de julgamento e de raciocínio intelectual, tornando a vida da pessoa cada vez mais dependente.
A evolução da doença é muito lenta, apresentando inicialmente dificuldades de memória recente, que é o sintoma mais importante e o primeiro a ser detectado pela família. Diminuição da capacidade intelectual, desorientação no tempo e espaço, quadros de depressão e ansiedade são sintomas que vão surgindo ao longo do tempo. Com o agravamento da doença, os sintomas se intensificam e surgem outros, como: apatia, inquietude e agressividade.
Para diagnosticar a doença é necessária a avaliação clínica, com o levantamento do histórico do paciente com seu familiar, exames laboratoriais e de imagem e avaliação cognitiva. Estes exames oferecem importantes informações ao médico, que deverá repetir periodicamente alguns deles para detectar eventuais mudanças e adequar o tratamento.
Apesar dos estudos a Doença de Alzheimer ainda é pouco conhecida e o tratamento medicamentos prescrito é voltado para os sintomas, e não para a causa da doença. O objetivo maior é desacelerar a perda da memória do paciente.
Tratamentos alternativos e intervenções psicológicas são muito importantes no tratamento, pois retardarão relativamente a evolução da doença melhorando consideravelmente a qualidade de vida do paciente e de sua família.
A Doença de Alzheimer não afeta somente a vida de uma pessoa, mas também a vida dos familiares. Os sintomas da doença apresentados pelo paciente e a sua conseqüente dependência leva a família para um conflito de sentimentos e valores. Entender seus sentimentos e aceita-los é fundamental para saber como agir frente aos desafios que a doença apresenta.
Por: Victor Sório – Farmaceutico
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