Repensar
Data: 30/04/2011
A escola esta na hora de repensar os seus conceitos de ensinar ou educar. Eis o “x” da questão. Uma senhora dizia para a diretora, em mais uma tentativa de justificar a falha no caráter de seu filho: “EU CRIEI”. Criar é fácil, o difícil é EDUCAR. O grande caso é a falta de estrutura em casa. Pais que trabalham fora o dia inteiro acham que não têm tempo de dar atenção aos filhos, e acabam transferindo a tarefa de ‘educar’ à escola. Vi na TV dia desses, quando uma criança levou uma arma para a escola (particular!) e a mãe teve coragem de dizer que “esse é um bom momento para que a escola possa abordar os valores com as crianças”. Escola, pais e comunidade devem trabalhar em conjunto, para que haja a valorização do trabalho desenvolvido no educandário. Como instrumento de trabalho em Ladário, podemos usar a CIPAVE (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Violência na Escola), criada por LEI, que prevê a participação efetiva do educandário. Porém, a CIPAVE não esta em prática. Como dizia o grande guerreiro Hélio Benzi Filho: “Lei não é pista de barata, é para ser lida, manuseada e aplicada”. Refiro-me a esse tema preocupado com o que tenho ouvido a respeito da relação entre professores e alunos. Portanto educador, o momento é agora, vamos falar em segurança, vamos falar em disciplina, vamos falar em ética, respeito e união de esforços para sensibilizar essa juventude rebelde, que através da paz, do amor e do diálogo teremos um mundo mais saudável e humano para se viver.
O tititi da educação
Fala-se tanto em “falta de limites”. Vejam bem o sentido dessas palavras. Ao analisarmos uma a uma, o que acontece? A palavra “falta”, significa ausente, a palavra “limite” entendemos algo que inicia e termina em algum ponto. Analisando assim posso concluir que se está faltando é porque alguém deixou de fazê-lo. Então eu pergunto: quem deve fazê-lo? Será que os jovens aprendem valores humanos, se desenvolvem moralmente sozinhos? Podem até aprender dentro do seu contexto familiar e social, mas o êxito dessa aprendizagem dependerá dos exemplos dados pelos que o cercam em seu dia-a-dia. Por isso deixo um comentário para reflexão. Podemos mudar isso, mas somente quando o educador tomar consciência de que a sua palavra tem valor e pode mudar o sujeito imediatamente, tanto positivo como negativo. Quando este realmente sentir a responsabilidade que tem nas mãos quando fala com seu aluno. Quando lhe dirige a palavra para orientá-lo ou para reprimi-lo. Quando este perceber, que tudo é um grande jogo e como em todo jogo, deve se ter estratégias para que se consiga a vitória. Assim é o educar, sempre precisamos de estratégias, novos métodos para alcançar nosso objetivo. Vivemos em democracia, a época das represálias já passou. Vamos ofertar em vez de impor, construindo a autonomia em nossos jovens. Então, conduzimos o jogo conforme as regras que este necessita. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, agora é o momento, vamos repensar, existe algo errado, e nós fazemos parte desse contexto. Existe aquele velho ditado, que quando você aponta o dedo para o próximo, existe quatro apontado para você, com a voz divina dizendo “por sua culpa, por sua culpa, por sua máxima culpa”.
Por: Domingos S. de Arruda

