Quando se é do PT
Data: 01/07/2011
A conta fica mais cara por tratar-se de um partido que sempre hasteou a bandeira da ética na política e fez dela uma das armas mais poderosas na luta pela democracia e pela conquista da credibilidade popular. No entanto, pode ser que no afã de defender-se do preconceito e da estigmatização deixou de dar a devida importância aos pontos de estrangulamento moral em sua trajetória. E pecou por falta de qualidade, profundidade e humildade suficientes para um melhor exercício da autocrítica. Confundiu (ou preferiu consagrar) o ato de fazer a legítima e necessária defesa dos companheiros com a atitude de ignorar o viés de fragilidade que nasce e cresce em qualquer vivente sujeito às pressões das vaidades e ambições do mundo. O partido demorou demais para admitir que sua singularidade jamais poderia ter como parâmetro para o comportamento de seus integrantes o fato de ter sido fecundado nas lutas democráticas e populares, com berço nas fábricas, universidades e cenários da intelectualidade de esquerda. A gestação da proposta partidária e programática, sim, foi especial, única. Mas não tira do partido a condição que o iguala a qualquer outra organização social: a de que é constituído por pessoas. E as pessoas falham. As pessoas erram. As pessoas têm fortalezas e fraquezas. A pureza, a originalidade e a integridade de um partido e do pensamento que o concebeu jamais podem ser apropriadas para escudar ou avalizar o proceder das personagens que o constituem. Para ser diferente e especial, transformador e mesmo revolucionário, o PT precisaria – e ainda precisa – ver-se e compreender-se como um partido sujeito a sofrer as consequências de qualquer ato próprio da natureza humana. Enxergaria tudo àquilo que só o pior cego não quer ver.
Servidor público sem reajuste poderá ser indenizado
O Supremo julga reajuste anual, entenda melhor essa peleja: Constituição garante revisão “sempre na mesma data” Os servidores públicos podem garantir, em breve, o direito de pleitearem indenização quando os governos – federais estaduais ou municipais – deixarem de cumprir o dispositivo constitucional que lhes garante revisão anual da remuneração “sempre na mesma data”. Basta que a maioria do Supremo Tribunal Federal acompanhe o contundente voto proferido na última quinta-feira pelo ministro Marco Aurélio, relator de um recurso extraordinário de funcionários públicos de São Paulo, que tramita na Corte desde 2007.
O sofrimento do PODER de não poder
E Dilma sofre para se adaptar a essa realidade. Ela está aprendendo da forma mais lamentável possível. É triste ver uma pessoa, por necessidade política, abrir mão dos princípios que nortearam toda sua vida, No modelo brasileiro, a função de presidente exige alguém que seja, ao mesmo tempo, um chefe de estado e um chefe de governo. Temos um presidencialismo imperial diz o professor. Fernando Henrique desempenhou bem as duas tarefas. Luiz Inácio Lula da Silva foi mais chefe de governo do que de estado. E Dilma não consegue extrapolar a função de chefe de estado para ter uma atuação política, como chefe de governo.
Por: Domingos S. de Arruda

